Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





MARIA MOTA

29.03.15

 

amonet_MariaMota.jpg

Maria Manuel Mota, bióloga

 

Na sua infância, quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

O primeiro que me lembro muito bem, pois fiquei fascinada, foi ver células da cebola e células do nosso sangue num microscópio, penso que durante o ciclo preparatório (ou seja 5º ou 6º anos).

 

A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Penso que não. Não havia qualquer formação científica na família.

 

Que tipo de interferência exerce/exerceu na educação científica dos seus filhos?

Eu gosto muito de explicar às minhas filhas o que faço e porque o faço e elas próprias fazem muitas perguntas que tento sempre responder de forma simples e compreensível.  Ambos os pais são cientistas pelo que têm uma grande exposição. Tentamos sempre espevitar a curiosidade delas bem como a forma de resolver os problemas que vão surgindo de forma lógica.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

Penso que deveria haver muito mais ciência já no primeiro ciclo ( e mesmo no pré-escolar) com uma componente muito prática de experimentação. Nesta idade as crianças são verdadeiras esponjas que absorvem tudo que as rodeia. O ensino informal fez progressos enormes com o trabalho da “Ciência viva” e  outras organizações.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Na áreas básicas da biologia, física e química bem como na engenharia penso que já temos alguma competitividade mas temos que ter a noção que há muito caminho a percorrer.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Despertando-lhe a curiosidade pela  observação e desenvolvendo a racionalidade de forma a colmatar essa mesma curiosidade.

 

Mais sobre a cientista: 

 

Cientista portuguesa nascida em 1971, na Madalena, no concelho de Vila Nova de Gaia. Desde cedo demonstrou vocação para biologia, área em que se licenciou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo feito depois o mestrado em imunologia.

 

Interessou-se por parasitologia, principalmente pela patologia da malária. Concluiu a sua tese de doutoramento na University College de Londres (1998) e fez o pós-doutoramento na New York University Medical Center (2001),onde também lecionou.

 

 

Desenvolve estudos sobre a malária no Instituto Gulbenkian de Ciência, tendo elaborado um artigo sobre o assunto para a revista Science enquanto vivia nos Estados Unidos da América.

 

Em 2004, ficou entre os 25 jovens cientistas galardoados com European Young Investigator Award de mais de 1 milhão de Euros, que lhe permite continuar a sua investigação sobre o parasita da malária, durante cinco anos, no Instituto Molecular da Faculdade de Medicina deLisboa.

 

 O carácter pioneiro dos estudos que desenvolveu nesta área levaram a que fosse laureada com o Prémio Pessoa 2013.

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fazer uma erupção vulcânica é muito fácil e didático. 

 

 Os materiais necessários temo-los em casa e o procedimento é facílimo! Experimentem...Os vossos pequenotes vão ADORAR! Podem explicar-lhes como é constituído o magma: uma parte sólida (pedacinhos de rocha); uma parte líquida com gases misturados (água + dióxido de carbono + dióxido de enxofre...) e rocha em fusão ("rocha líquida").

vulcão.jpg

 Materiais

cone vulcânico (copo de plástico envolvido em massa de moldar ou plasticina)

detergente 

corante encarnado

vinagre

bicarbonato de sódio

 

Procedimento

1- Misturar 3 colheres de sopa de detergente para a loiça com uma colher de sopa de corante encarnado.

2- Colocar a mistura no fundo do cone vulcânico

3- Adicionar à mistura 5 colheres de sopa de vinagre

4- Adicional uma colher de sopa de bicarbonato de sódio

 

O que acontece...

 Quando se adiciona  o bicarbonato de sódio (substância alcalina) ao vinagre (substância ácida) dá-se uma reacção que origina milhões de bolhinhas de dióxido de carbono. São estas bolhinhas que arrastam para o exterior do cone vulcânico a mistura de detergente e corante...

 

Imprima para os miúdos pintarem

volcanes_3.JPG

 

 

O magma forma-se em zonas do interior da Terra que, por se encontrarem a temperaturas elevadas, entram em estado de fusão. Quando ocorre uma erupção vulcânica o magma perde a sua fase gasosa e transforma-se em lava.

Podem dizer aos pequenotes que existem algumas centenas de vulcões ativos espalhados pelo Mundo, principalmente no fundo dos oceanos

GVP_L.jpg

 

 Este mapa de vulcões pode ser encontrado no sítio Smithsonian em Programa Global de Vulcanismo (GVP). O sítio contém uma descrição de cada vulcão, incluindo relatórios de atividade semanal e mensal, histórico de erupções, imagens e mapas. É atualizado regularmente. Pode ver aqui.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


 JOÃO MAGUEIJO

16.03.15

joao_magueijo.jpgJoão Magueijo, físico 

 

Na sua infância, quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

Primeiro foi a química, aí pelos 8 anos: tinha a mania de fazer experiências e havia uma drogaria em Évora que me vendia tudo, um escândalo! A física veio mais tarde, quando o meu pai me ofereceu “A evolução da física” de Einstein e Infeld.

 

 A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Claro. Muito embora o meu pai seja de clássicas, teve sempre muito interesse pela ciência, e foi por aí que os meus primeiros contactos foram feitos.

 

 Que tipo de interferência exerce/exerceu na educação científica dos seus filhos?

Não tenho filhos.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

Saí de Portugal há muito tempo, portanto isto reflete outra era, talvez. Mas o ensino formal só me empecilhou. Fui aprendendo por mim.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Não faço ideia.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Isso não sei, mas sei como se pode evitar destrui-las: evitar que a educação formal destrua a curiosidade natural.   

 

Mais sobre o cientista:

 

João Magueijo nasceu em Évora no ano de 1967.

 

Fascinado pelos mistérios da física, cedo descobriu a sua veia científica e leu Einstein pela primeira vez aos 11 anos.

 

Estudou física na Universidade de Lisboa e completou o curso em Cambridge, onde prosseguiu os seus estudos.

 

Evidenciou-se de tal forma pela sua inteligência e energia na investigação científica que foi integrado numa parceria de pesquisa com outros cientistas que igualmente se destacaram, no Saint John’s College de Cambridge.

 

Posteriormente, foi membro das faculdades de Princeton e de Cambridge, estando actualmente a leccionar física teórica no Imperial College de Londres. As suas aulas incidem particularmente sobre a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein.

 

Cosmologista e professor de física teórica em Inglaterra, João Magueijo tem desenvolvido investigações acerca da origem e evolução do universo, estudando os aspectos mais complexos e que ainda se encontram por explicar no âmbito da teoria do Big Bang.

 

Recentemente, notabilizou-se como autor da teoria VSL (Variable Speed of Light), que procura explicar um dos grandes mistérios da cosmologia moderna (o problema do horizonte) com base no postulado de que a velocidade da luz nem sempre terá sido constante.

 

Enfrentou uma forte oposição por parte da comunidade científica, que o acusou de anarquia e heresia, simplesmente por colocar em causa os pilares da relatividade e de grande parte dos conhecimentos físicos actuais.

 

Escreveu vários livros, nomeadamente Mais rápido do que a luz (2003) e Bifes mal passados (2014)

 

Para saber mais sobre o cientista veja aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Mal a Primavera começou a espreitar...

Diapositivo1.JPG

 ...fomos almoçar, aspergidos pelos ares do mar, nas margens da Lagoa de St. André, entre rouxinóis dos caniços, juncos e galeirões. 

Diapositivo2.JPG

   A lagoa de St. André integra, conjuntamente com a Lagoa da Sancha e respetivas áreas marginais, a Reserva Natural     da Lagoa de Santo André e da Sancha.

 Constitui um dos sistemas lagunares costeiros nacionais com maior importância ornitológica (relativa a aves). Estes sistemas, para além de constituírem o local de reprodução para várias espécies de aves aquáticas ameaçadas, são também um ponto de escala fundamental nas rotas migratórias que algumas delas seguem entre os continentes europeu e africano. Para além disso, são ainda um refúgio de Inverno essencial para muitos milhares de aves oriundas do norte e centro da Europa.

Diapositivo3.JPG

 A Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha tem vários percursos definidos que pode consultar aqui.

 Escolhemos o percurso do Barbarroxa de Baixo, paralelo às dunas que atingem, aqui, grande altitude (altura máxima de 47 m). O percurso passa por um pinhal e, após transpor a duna, termina com uma caminhada pelo areal da praia.

 Extensão aproximada: 4 km.

 Duração aproximada: 2 h. 

 Grau de dificuldade: médio (percurso em areia).

 Ponto de partida e de chegada: estacionamento da praia do Monte Velho.

Diapositivo4.JPG

 Ao longo do percurso existem inúmeras distrações naturais para os pequenotes.

Diapositivo5.JPG  Misturam-se aromas de pinheiro, tojo, urze e perpétuas das areias...Espreitam cores vibrantes a cada passo...Ouve-se o som do silêncio e das aves.

Diapositivo6.JPG

 Os "poços" são depressões húmidas intradunares resultantes do progressivo assoreamento de antigos "braços" da lagoa de Santo André, constituindo importantes locais para alimentação, refúgio e nidificação de aves.

Diapositivo7.JPG

Ao longo da praia, em dias de sorte, podemos avistar golfinhos a brincar junto à costa.

 

Diapositivo8.JPG

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)







Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D