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A pequenota cá de casa decidiu pregar-nos uma partida e chamou-nos ao seu quarto para dizer que estava uma aranha monstruosa na caixa dos laços...

aranha.jpgÉ claro que só o pequenote é que acreditou (e fê-lo apenas por alguns segundos). Quando percebeu que afinal o monstro era de plástico brincou alegremente com ele...

IMG_20150419_200133.jpg

De qualquer forma os pequenotes perguntaram-me (já pela segunda vez) se as aranhas são más, se picam, por que motivo entram nas nossas casas...

Como não sei muito sobre aranhas decidi fazer algumas perguntas a um colega biólogo, o Ricardo Silva, que se dedica à Aracnologia e é colaborador de uma plataforma que compila dados sobre a biodiversidade de Portugal,a  Naturdata.

img_757x426$2008_11_14_20_26_00_303246.jpgRicardo Silva, biólogo 

 

Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, as aranhas não são insectos. Distinguem-se facilmente destes por possuírem oito patas e pela ausência de antenas (os insectos adultos têm seis patas e um par de antenas). As aranhas fazem parte de um grande grupo do filo dos artrópodes designado por “aracnídeos”, no qual se incluem também os escorpiões, as carraças e os ácaros.

 

 Quais são as aranhas que aparecem com maior frequência nas nossas casas?

 

Muitas aranhas entram nas nossas casas em busca de abrigo, principalmente as que deambulam em busca de presas, mas algumas vivem mesmo dentro das nossas casas e estão quase sempre presentes mesmo sem darmos por elas.

Alguns bons exemplos são os Pholcus phalangioides (que podem viver perfeitamente dentro de casa, são talvez, as mais bem adaptadas), as Steatoda nobilis que têm preferência por janelas, telhados, ou tudo o que fique entre o dentro e fora de casa, e os Oecobius navus, aranhas minúsculas que normalmente passam despercebidas nos cantos de paredes, móveis, etc.

 

ara.jpg AranhiçoPholcus phalangioides

 

steatoda-nobilis-04_65345_1.jpg

Viúva-de-patas-vermelhas Steatoda nobilis

 

400px-Oecobius_navus.jpg Oecobius navus

 

Das aranhas que aparecem em nossas casas, alguma(s) representa(m) perigo para a nossa saúde?

Quase todas as aranhas têm veneno, muitas podem picar, algumas provocarão efeitos em nós, poucas nos causam efeitos sérios e quase nenhuma ameaça a nossa saúde. O aranhiço (Pholcus phalangioides) e Oecobius navus são completamente inofensivos. A viuva de patas vermelhas (Steatoda nobilis) tem um veneno que nos provoca dor intensa, é portanto uma picada não perigosa mas extremamente desagradável.

 

Qual é a importância das aranhas nas nossas vidas?

As aranhas, como um todo, são uma parte muito importante de qualquer ecossistema, são muito diversas e extremamente numerosas, sendo essencialmente predadoras de artrópodes.Têm um papel importante como reguladoras da cadeia alimentar.

Além deste papel principal, as aranhas são usadas em investigação bioquímica e medicina pelos seus venenos e na indústria pelas propriedades da sua seda que é extremamente resistente e elástica.

 

 

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ROGÉRIO MARTINS

18.04.15

ROGERIO MARTINS.jpg                                         Rogério Martins, matemático                                                       

 

Na sua infância, quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

Não me recordo muito bem, só decidi seguir uma carreira de cientista depois de entrar na faculdade. Muito provavelmente os primeiros contactos foram mesmo os contactos normais na escola, ainda assim, recordo-me de durante a adolescência ler bastantes livros de divulgação cientifica. Recordo-me de ler o Carl Sagan ou Hubert Reeves. Na altura uma das disciplinas que mais me seduzia era a filosofia, embora nunca tenha considerado a possibilidade de fazer um curso nesta área.

 

A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Directamente não. De qualquer forma a nossa família acaba por ser inevitavelmente a fonte de uma grande parte das nossas influências, os meus pais sempre estimularam muito e incentivavam a minha procura de conhecimento e o meu  espírito crítico, o que se pensarmos bem é a postura típica de um cientista. O meu irmão mais velho sempre se interessou muito por ciência, embora não seja cientista, e costumava contar-me muito do que ia aprendendo, provavelmente deve ter tido alguma influência nas minhas escolhas e gostos.

 

Que tipo de interferência exerce/exerceu na educação científica dos seus filhos?

Normalmente tento interferir o menos possível na educação formal escolar das minhas filhas, para mim é uma questão de princípio, acho que isto estimula a sua autonomia e autoconfiança. Claro que quando elas vêm ter comigo com alguma dúvida eu esclareço, sempre que consigo, embora seja relativamente raro. Tento também não exercer pressão sobre as suas escolhas académicas (elas não têm a mesma opinião), embora naturalmente lhes dê os meus conselhos. Fora do ensino formal temos grandes discussões sobre temas científicos, às vezes vamos a museus ou exposições sobre ciência, assim acabo seguramente por ser uma influência. Costumamos ver séries ou filmes de televisão juntos à noite, vimos juntos todas as séries do Big Bang Theory. Por outro lado elas costumam assistir às primeiras versões dos episódios do Isto é Matemática e das minhas palestras, elas são as minhas primeiras críticas. De facto há ciência em casa, como não poderia deixar de ser.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

Creio que está no bom caminho, houve uma evolução tremenda desde o meu tempo de estudante. Creio que hoje as pessoas têm um interesse mais genuíno pelo conhecimento científico, no ambiente escolar formal estão mais interessadas no conhecimento por si e não para obter uma nota e há uma maior procura de conhecimento em ambiente não formais. Provavelmente também consequência de um sentimento de que o mundo actual é mais competitivo e que o saber cientifico acaba por ser uma vantagem competitiva.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Essa é uma pergunta difícil de responder. A ciência, ao contrário de outras áreas, é quase por definição uma actividade global. Muitas vezes ouço pessoas, por exemplo actores, falarem sobre a possibilidade de tentarem ou não uma carreira internacional, na ciência esta é uma questão que não faz sentido, ou se faz ciência a nível internacional ou muito provavelmente não se está a fazer ciência. Como consequência a contribuição de cada pais em cada área cientifica é muito difícil de medir. Tipicamente um artigo cientifico é assinado por pessoas de vários países, mesmo que não seja, é apoiado em cima do trabalho de outro grupos de investigação internacionais.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Estimulando o seu espírito crítico e incentivando de forma constante uma postura céptica. Isto não só contribui para que a criança possa vir a ser um bom cientista como a torna mais forte na sua vida pessoal e profissional Por outro lado devemos estimular a curiosidade, ou melhor, não devemos destruí-la, de facto as crianças são naturalmente cientistas. Não nos devemos esquecer de transmitir também que a ciência é sobre ideias e não sobre formalidades, claro que uma boa formalização é necessária para a boa ciência, ainda assim a formalização é um meio e não deve ser vista como um fim.   

 

 Mais sobre o cientista:

Rogério Martins apresenta na SIC Notícias o programa “Isto é Matemática” onde, através de uma linguagem acessível e direta, ilustra exemplos práticos que ligam a Matemática ao quotidiano. Pode seguir o programa aqui. O Professor é igualmente diretor da revista "Gazeta da Matemática", publicada pela Sociedade Portuguesa de Matemática.

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Existem lugares mágicos cuja atmosfera não consegue ser explicada pela Ciência... Um desses lugares é o Pego das Pias. Fica situado perto de Odemira, na Ribeira do Torgal (um dos afluentes do Rio Mira).

18061806_zSRsP.jpeg

 Gostamos de ir até lá fazer piqueniques, mergulhar nas águas da ribeira e descobrir " mistérios da Natureza"...

1º foto.jpg Desta vez fomos procurar um dos peixes mais raros do Mundo!... Chama-se escalo do Mira (Squalius torgalensis) e só existe nas águas da Ribeira do Torgal. Esta espécie é um endemismo lusitano, ou seja só existe em Portugal e, no nosso país, só se encontra na Ribeira do Torgal...É raro como uma jóia!

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escalo.jpg Escalo do Mira (Squalius torgalensis)

 

Não conseguimos encontrar nenhum escalo do Mira mas observámos os frutos das árvores que embelezam esta ribeira: os amieiros e os freixos. Os pequenotes adoraram as suas formas tão peculiares.

amieirofruto.jpgAmieiro (Alnus glutinosa)

 

Fraxinus-excelsior.jpg Freixo (Fraxinus excelsior)

 

Existe, nesta zona, um projeto tutelado pela Quercus, o projeto ECOTONE que pode consultar aqui. O objectivo deste projeto é conceber, implementar e avaliar metodologias de gestão activa do habitat prioritário Florestas aluviais de amieiros e freixos para incrementar populações de libélulas (Oxygastra curtisii, Gomphus grasliniiMacromia splendens) e melhorar o estado de conservação das populações de bivalves ameaçadas (Margaritifera margaritifera e Unio tumidiformis).

Durante a nossa investigação conseguimos encontrar algumas libélulas Oxygastra curtisii

libellula20090715.jpg_200972023511_libellula200907 Oxygastra curtisii

 

Conseguimos também avistar alguns juvenis de mexilhão do rio Margaritifera margaritifera.

mexilhao de rio juvenis.jpg

  Mexilhão do rio (Margaritifera margaritifera)

 

Toda a família  ADOROU esta investigação! Recomendamos vivamente o local. In love pelo Pego das Pias!

pesquisa rib torgal.jpg

 

ulti pego.jpg

 

 

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MARIA MOTA

29.03.15

 

amonet_MariaMota.jpg

Maria Manuel Mota, bióloga

 

Na sua infância, quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

O primeiro que me lembro muito bem, pois fiquei fascinada, foi ver células da cebola e células do nosso sangue num microscópio, penso que durante o ciclo preparatório (ou seja 5º ou 6º anos).

 

A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Penso que não. Não havia qualquer formação científica na família.

 

Que tipo de interferência exerce/exerceu na educação científica dos seus filhos?

Eu gosto muito de explicar às minhas filhas o que faço e porque o faço e elas próprias fazem muitas perguntas que tento sempre responder de forma simples e compreensível.  Ambos os pais são cientistas pelo que têm uma grande exposição. Tentamos sempre espevitar a curiosidade delas bem como a forma de resolver os problemas que vão surgindo de forma lógica.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

Penso que deveria haver muito mais ciência já no primeiro ciclo ( e mesmo no pré-escolar) com uma componente muito prática de experimentação. Nesta idade as crianças são verdadeiras esponjas que absorvem tudo que as rodeia. O ensino informal fez progressos enormes com o trabalho da “Ciência viva” e  outras organizações.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Na áreas básicas da biologia, física e química bem como na engenharia penso que já temos alguma competitividade mas temos que ter a noção que há muito caminho a percorrer.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Despertando-lhe a curiosidade pela  observação e desenvolvendo a racionalidade de forma a colmatar essa mesma curiosidade.

 

Mais sobre a cientista: 

 

Cientista portuguesa nascida em 1971, na Madalena, no concelho de Vila Nova de Gaia. Desde cedo demonstrou vocação para biologia, área em que se licenciou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo feito depois o mestrado em imunologia.

 

Interessou-se por parasitologia, principalmente pela patologia da malária. Concluiu a sua tese de doutoramento na University College de Londres (1998) e fez o pós-doutoramento na New York University Medical Center (2001),onde também lecionou.

 

 

Desenvolve estudos sobre a malária no Instituto Gulbenkian de Ciência, tendo elaborado um artigo sobre o assunto para a revista Science enquanto vivia nos Estados Unidos da América.

 

Em 2004, ficou entre os 25 jovens cientistas galardoados com European Young Investigator Award de mais de 1 milhão de Euros, que lhe permite continuar a sua investigação sobre o parasita da malária, durante cinco anos, no Instituto Molecular da Faculdade de Medicina deLisboa.

 

 O carácter pioneiro dos estudos que desenvolveu nesta área levaram a que fosse laureada com o Prémio Pessoa 2013.

 

 

 

 

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Fazer uma erupção vulcânica é muito fácil e didático. 

 

 Os materiais necessários temo-los em casa e o procedimento é facílimo! Experimentem...Os vossos pequenotes vão ADORAR! Podem explicar-lhes como é constituído o magma: uma parte sólida (pedacinhos de rocha); uma parte líquida com gases misturados (água + dióxido de carbono + dióxido de enxofre...) e rocha em fusão ("rocha líquida").

vulcão.jpg

 Materiais

cone vulcânico (copo de plástico envolvido em massa de moldar ou plasticina)

detergente 

corante encarnado

vinagre

bicarbonato de sódio

 

Procedimento

1- Misturar 3 colheres de sopa de detergente para a loiça com uma colher de sopa de corante encarnado.

2- Colocar a mistura no fundo do cone vulcânico

3- Adicionar à mistura 5 colheres de sopa de vinagre

4- Adicional uma colher de sopa de bicarbonato de sódio

 

O que acontece...

 Quando se adiciona  o bicarbonato de sódio (substância alcalina) ao vinagre (substância ácida) dá-se uma reacção que origina milhões de bolhinhas de dióxido de carbono. São estas bolhinhas que arrastam para o exterior do cone vulcânico a mistura de detergente e corante...

 

Imprima para os miúdos pintarem

volcanes_3.JPG

 

 

O magma forma-se em zonas do interior da Terra que, por se encontrarem a temperaturas elevadas, entram em estado de fusão. Quando ocorre uma erupção vulcânica o magma perde a sua fase gasosa e transforma-se em lava.

Podem dizer aos pequenotes que existem algumas centenas de vulcões ativos espalhados pelo Mundo, principalmente no fundo dos oceanos

GVP_L.jpg

 

 Este mapa de vulcões pode ser encontrado no sítio Smithsonian em Programa Global de Vulcanismo (GVP). O sítio contém uma descrição de cada vulcão, incluindo relatórios de atividade semanal e mensal, histórico de erupções, imagens e mapas. É atualizado regularmente. Pode ver aqui.

 

 

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 JOÃO MAGUEIJO

16.03.15

joao_magueijo.jpgJoão Magueijo, físico 

 

Na sua infância, quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

Primeiro foi a química, aí pelos 8 anos: tinha a mania de fazer experiências e havia uma drogaria em Évora que me vendia tudo, um escândalo! A física veio mais tarde, quando o meu pai me ofereceu “A evolução da física” de Einstein e Infeld.

 

 A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Claro. Muito embora o meu pai seja de clássicas, teve sempre muito interesse pela ciência, e foi por aí que os meus primeiros contactos foram feitos.

 

 Que tipo de interferência exerce/exerceu na educação científica dos seus filhos?

Não tenho filhos.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

Saí de Portugal há muito tempo, portanto isto reflete outra era, talvez. Mas o ensino formal só me empecilhou. Fui aprendendo por mim.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Não faço ideia.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Isso não sei, mas sei como se pode evitar destrui-las: evitar que a educação formal destrua a curiosidade natural.   

 

Mais sobre o cientista:

 

João Magueijo nasceu em Évora no ano de 1967.

 

Fascinado pelos mistérios da física, cedo descobriu a sua veia científica e leu Einstein pela primeira vez aos 11 anos.

 

Estudou física na Universidade de Lisboa e completou o curso em Cambridge, onde prosseguiu os seus estudos.

 

Evidenciou-se de tal forma pela sua inteligência e energia na investigação científica que foi integrado numa parceria de pesquisa com outros cientistas que igualmente se destacaram, no Saint John’s College de Cambridge.

 

Posteriormente, foi membro das faculdades de Princeton e de Cambridge, estando actualmente a leccionar física teórica no Imperial College de Londres. As suas aulas incidem particularmente sobre a Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein.

 

Cosmologista e professor de física teórica em Inglaterra, João Magueijo tem desenvolvido investigações acerca da origem e evolução do universo, estudando os aspectos mais complexos e que ainda se encontram por explicar no âmbito da teoria do Big Bang.

 

Recentemente, notabilizou-se como autor da teoria VSL (Variable Speed of Light), que procura explicar um dos grandes mistérios da cosmologia moderna (o problema do horizonte) com base no postulado de que a velocidade da luz nem sempre terá sido constante.

 

Enfrentou uma forte oposição por parte da comunidade científica, que o acusou de anarquia e heresia, simplesmente por colocar em causa os pilares da relatividade e de grande parte dos conhecimentos físicos actuais.

 

Escreveu vários livros, nomeadamente Mais rápido do que a luz (2003) e Bifes mal passados (2014)

 

Para saber mais sobre o cientista veja aqui

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Mal a Primavera começou a espreitar...

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 ...fomos almoçar, aspergidos pelos ares do mar, nas margens da Lagoa de St. André, entre rouxinóis dos caniços, juncos e galeirões. 

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   A lagoa de St. André integra, conjuntamente com a Lagoa da Sancha e respetivas áreas marginais, a Reserva Natural     da Lagoa de Santo André e da Sancha.

 Constitui um dos sistemas lagunares costeiros nacionais com maior importância ornitológica (relativa a aves). Estes sistemas, para além de constituírem o local de reprodução para várias espécies de aves aquáticas ameaçadas, são também um ponto de escala fundamental nas rotas migratórias que algumas delas seguem entre os continentes europeu e africano. Para além disso, são ainda um refúgio de Inverno essencial para muitos milhares de aves oriundas do norte e centro da Europa.

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 A Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha tem vários percursos definidos que pode consultar aqui.

 Escolhemos o percurso do Barbarroxa de Baixo, paralelo às dunas que atingem, aqui, grande altitude (altura máxima de 47 m). O percurso passa por um pinhal e, após transpor a duna, termina com uma caminhada pelo areal da praia.

 Extensão aproximada: 4 km.

 Duração aproximada: 2 h. 

 Grau de dificuldade: médio (percurso em areia).

 Ponto de partida e de chegada: estacionamento da praia do Monte Velho.

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 Ao longo do percurso existem inúmeras distrações naturais para os pequenotes.

Diapositivo5.JPG  Misturam-se aromas de pinheiro, tojo, urze e perpétuas das areias...Espreitam cores vibrantes a cada passo...Ouve-se o som do silêncio e das aves.

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 Os "poços" são depressões húmidas intradunares resultantes do progressivo assoreamento de antigos "braços" da lagoa de Santo André, constituindo importantes locais para alimentação, refúgio e nidificação de aves.

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Ao longo da praia, em dias de sorte, podemos avistar golfinhos a brincar junto à costa.

 

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rota-vicentina1-300x267.jpg

 

A Rota Vicentina é uma grande rota pedestre no Sw de Portugal. Formada pelo Caminho Histórico e pelo Trilho dos Pescadores, totaliza 350 km para andar a pé,  entre a cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de S. Vicente, o ponto mais a sudoeste da Europa.

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 Como temos o privilégio de viver num dos territórios, do sudoeste português, atravessado pela rota, às vezes, fazemos mini-rotas na Rota ( que têm que ser diretamente proporcionais ao tamanho das pernas dos pequenotes)...

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Já percorremos um bocadinho do Trilho dos Pescadores, sempre junto ao mar, seguindo os caminhos usados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros. Trata-se de um single track percorrível apenas a pé, ao longo das falésias, com muita areia e por isso mais exigente do ponto de vista físico. Um desafio ao contacto permanente com o vento do mar, à rudeza da paisagem costeira e à presença de uma natureza selvagem e persistente...

 

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 Também já andamos e "piquenicamos" no Caminho Histórico que percorre as principais vilas e aldeias num itinerário rural com vários séculos de história. Constituído maioritariamente por caminhos rurais, trata-se de uma clássica Grande Rota (GR), totalmente percorrível a pé e de BTT, com troços de montado, serra, vales, rios e ribeiras, numa viagem pelo tempo, pela cultura local e pelos trilhos da natureza.

Diapositivo6.JPG Um dos nosos locais favoritos do Caminho Histórico é o Pego das Pias, na Ribeira do Torgal.

Diapositivo2.JPGA Rota Vicentina está integralmente sinalizada, com recurso a um código de sinalética próprio para caminhantes, intuitivo e bem visível, para que todos, independentemente do seu grau de familiaridade com o pedestrianismo, possam fazer o percurso em total autonomia e segurança.

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 Para mais informações consultar: http://www.rotavicentina.com/

 

 

 

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Nos fins-de-semana de inverno, apesar do frio, adoramos sair sempre que o sol espreita...Desta vez fomos até à Anta do Zambujeiro.

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A Anta Grande do Zambujeiro situa-se a cerca de 500 metros de Valverde, perto da Herdade da Mitra, em Évora.

 
Este monumento megalítico, composto por grandes blocos de granito, foi classificado como Monumento Nacional e constitui uma das maiores Antas da Europa, sendo mesmo a maior que se tem conhecimento em toda a Península Ibérica. 


Seria utilizada pelas comunidades do Período Neolítico como local de enterramento e homenagem aos seus mortos, servindo provavelmente também de Santuário. 

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Depois de um delicioso piquenique os pequenotes começaram a procurar "mistérios da Natureza"...

Descobriram que os granitos estavam cobertos por umas "plantinhas"...

- Não são plantinhas, esclareceu a mãe. São LÍQUENES!

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Os líquenes parecem plantas mas não são. São organismos que resultam de uma simbiose (relação de interdependência) entre um fungo e uma alga. São dois em um: a alga assegura a alimentação pois consegue realizar a fotossíntese; o fungo capta a água e os sais minerais e serve de suporte e proteção à alga.

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 Normalmente os líquenes são organismos pioneiros, ou seja, são os primeiros seres vivos a ocupar áreas sem organismos vivos. Podem viver em locais como telhados, superfícies de rochas, muros, nos troncos de árvores, etc.

 

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Os musgos são plantas mas não possuem vasos condutores de seiva. São consideradas como intermediários entre as algas verdes e as plantas vasculares. Foram as primeiras plantas adaptadas à vida terrestre.

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 Os musgos são plantas, mas não têm flores, sementes ou raízes. Têm pequenas estruturas que fixam a planta e absorvem água e sais minerais, os rizóides. Têm também filóides que são estruturas capazes de fazer fotossíntese e os caulóides, que as suportam.

 

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 Fomos a uma das Feiras do Tapete de Arraiolos (a que é feita em espaço coberto, no outono). Adorámos ver como se fazem estas peças tão valiosas do artesanato português...

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 Uma das artesãs presentes no certame recebeu-nos muito bem e ensinou-nos a técnica do ponto de Arraiolos. Estivemos muito atentos mas ainda não conseguimos usar a agulha...Ficará para uma próxima vez, quando visitarmos a feira do tapete, que se realiza pelas ruas desta vila, no verão!

 

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 A artesã ensinou-nos também que os tapetes de Arraiolos são bordados em lã, sobre uma tela. O Bordado de Arraiolos dá à tapeçaria a resistência e consistência convenientes e permite a reprodução fiel de todos os desenhos geométricos e da maior parte dos desenhos artísticos.

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 Rapidamente percebemos que os tapetes têm repetições de figuras e as crianças disseram logo "Faz padrão!" 

 

A mãe recordou que a Matemática é a ciência dos padrões. A essência da Matemática consiste em procurar padrões: procurar relações e repetições, descobrir a regularidade.

 

 A organização da feira pensou as atividades para as crianças ao pormenor ...Até os desenhos disponíveis para pintar eram as figuras típicas dos tapetes de Arraiolos. As tarefas que envolvem padrões permitem adquirir uma melhor compreensão dos conceitos, comunicar os seus raciocínios e fazer conexões com outros tópicos matemáticos.

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Adorámos encontrar, na área das crianças, um espaço com jogos tradicionais (portugueses e de outros países) dinamizados pela empresa JOTRA. Os pais e os avós divertiram-se muito nesta área. Brincámos com jogos que também tinham padrões.

Brincar e observar padrões permite um tipo de raciocínio matemático que ajuda as crianças a resolverem bem problemas e a desenvolverem o pensamento abstrato.

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