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PRAIA DO MALHÃO

05.07.14

Nestes primeiros dias de verão, em que as nuvens teimam em não deixar o sol assumir o seu estrelato, podemos ir à praia e aproveitar para vê-la noutra perspetiva...Observem, então, a Praia do Malhão com olhos de geólogo e expliquem aos vossos pequenotes:

 

As rochas dobradas que se veem na praia do Malhão formaram-se há mais de 300 milhões de anos, no fundo de um oceano. Posteriormente foram dobradas pelos movimentos das placas tectónicas, quando se encontravam a uma profundidade maior e sujeitas a temperaturas elevadas.
 As rochas alaranjadas que existem nesta praia são filões de origem vulcânica relacionados com 
a intrusão do Maciço Eruptivo de Sines, que ocorreu há cerca 72 milhões de anos. 
Este vulcanismo terá acontecido quando se deu a fragmentação do supercontinente Pangeia e ocorreu a abertura do Oceano Atlântico.
Na extremidade sul da praia existe um promontório onde os pescadores gostam de fazer as suas pescarias. O que hoje é rocha consolidada e resistente foi, em tempos distantes, um campo de dunas que, com o passar dos anos se transformaram em arenitos (rochas sedimentar)

 

Nesse promontório existe uma laje,que caiu da falésia, onde estão fossilizadas pegadas de elefante antigo (elephas antiquus) um espécie que passeava nas dunas do Malhão, há cerca de 300 mil anos, quando o campo dunar era ainda de areias soltas.

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A praia não é apenas  divertida pelos castelos na areia e brincadeiras na água...
É-o também pelas estrelas do mar, anémonas, ouriços...
Experimentem olhar para as poças de água, que ficam entre as rochas, durante a maré vazia e observem os seres vivos que lá se encontram com os vossos filhos. Muitas perguntas irão surgir...Ficam algumas respostas:
Os seres vivos que habitam as poças que se fomam durante a maré baixa são uns HERÓIS com super poderes: têm que resistir ao batimento das ondas naquela zona quando a maré enche; têm que ficar expostos a temperaturas elevadas e adaptar-se à falta de oxigénio durante a maré baixa (estes seres vivos respiram o oxigénio da água e não do ar), etc...
Nas poças de água existem animais que parecem plantas, algas que parecem rochas...

 

As algas não são plantas (como muita gente pensa). Apesar de fazerem a fotossíntese não possuem o grau de organização celular das plantas e, por isso, são classificadas num grupo à parte (o reino Protista)
Paracentrotus lividus (ouriço-do-mar)
Paracentrotus lividus (ouriço-do-mar)
Os ouriços do mar têm uma boca com cinco dentes que usam para raspar e comer as algas que se encontram nas rochas 
Paracentrotus lividus (ouriço-do-mar);ovas
As "ovas" (testículos dos machos e ovários das femeas) são um pitéu muito apreciado na costa portuguesa.Comem-se depois de assar e abrir os ouriços.
As esponjas do mar (organismos cor de laranja da foto) são os animais mais simples que se conhece. Filtram a água que penetra no seu corpo, retirando dela alimento e  oxigénio.

Chthamalus sp. (Cracas)

As cracas são minúsculos animais que vivem fixos às rochas em pequenas colónias. Cada animal recolhe-se à sua casinha(placas calcárias que o protegem) durante a maré baixa.

Chthamalus sp. (Cracas)
Quando estão submersas as cracas lançam apendices para o exterior da "casa" que as protege e filtram as partículas que se encontram em suspensão na água para se alimentarem.

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 No espaço da Torre de Menagem é recriada, através das novas tecnologias, a biografia de Vasco da Gama, os espaços onde habitou no Castelo e as suas viagens e encontros pioneiros com povos e culturas desde a costa de África à Índia e à Ásia, com enfoque no que estas trocas comerciais, culturais e mentais tiveram na criação do mundo moderno e do universalismo.

 

Aprendemos alguns pormenores do quotidiano familiar de Vasco da Gama

 

 Apesar da ciência náutica portuguesa remontar ao século XIII, a expansão portuguesa obrigou a uma evolução bastante rápida, uma vez que se tornou necessário superar novos obstáculos como os que surgiram na descoberta do Caminho Marítimo para a Indía

 

 

 Seria desta janela que Vasco da Gama imaginava percorrer os "Mares nunca dantes navegados"?

 

 

 A Casa Museu tem uma vista maravilhosa sobre a cidade de Sines (e sobre a Pastelaria Vela d´ouro e os seus deliciosos vasquinhos)

 

 

 

 No final da visita ainda tivemos oportunidade de tomar de assalto as muralhas do castelo de Sines e brincar aos dragões e às princesas

 

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Ontem fomos passear nas dunas.É um ótimo passeio para fazerem com os pequenotes pois, além de poderem tirar fotografias lindas, podem ensinar-lhes como vivem as plantas deste ecossistema.
É importante, antes de entrarem no sistema dunar avisarem os vossos filhos que:
Os seres vivos que vivem nestas zonas são uns notáveis sobreviventes: têm pouquíssimos nutrientes pois o solo é formado por principalmente por areias; são sujeitos a uma grande exposição solar, têm pouquíssima água disponível e são muito perturbados pelo vento que se faz sentir nestas zonas.
{#emotions_dlg.dnd} apanhar/ danificar as plantas das dunas (é punido por lei) 
{#emotions_dlg.dnd} afastarem-se dos trilhos já existentes
 As dunas são um mundo de cores e cheiros que os pequenotes adoram explorar.

 As dunas são um mundo de cores e cheiros que os pequenotes adoram explorar.

A arméria tem várias pequenas flores em cada caule formando um globo que parece uma flor só.
Muitas das plantas estão cobertas por substâncias viscosas que as ajudam a refletir a luz do sol e a minorar os efeitos da exposição solar prolongada estão sujeitas.
Outra adaptação das plantas é terem milhares de pelos claros nos caules e nas folhas que ajudam a refletir os raios solares.
Muitas plantas dunares têm crescimento radial, junto ao chão, formando grandes tufos, o que as ajuda a aglomerar as areias (que nas dunas são mobilizadas pelo vento) e a terem um solo onde se podem fixar.
Outra das estratégias mais comuns adoptadas pelas plantas das dunas é terem caules muito flexíveis o que as ajuda a resistir aos fortes ventos que se fazem sentir junto ao mar.
Terminámos o nosso passeio no esplêndido restaurante A Choupana onde o aroma a peixe grelhado se junta ao cheiro a mar e a perpétuas-das-areias criando uma mistura inebriante e inesquecível...

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