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ELVIRA FORTUNATO

22.04.14

 

Elvira Fortunato, Investigadora na área da Engenharia dos Materiais

Na sua infância quais foram os primeiros contactos que teve com a Ciência?

Nas aulas de Biologia, do antigo 5º ano (agora 9º ano), a observar as células da cebola, num microscópio óptico.

 

A influência familiar condicionou, de alguma forma, o seu gosto pela Ciência e/ou as suas escolhas profissionais?

Não de forma directa. O ver, a curiosidade e o prazer de realizar foram a minha adrenalina para o gosto pela Ciência.

 

Que tipo de interferência exerceu na educação científica dos seus filhos?

Tenho uma filha com 16 anos e acho que é impossível não a influenciar pois ela vive e partilha muitas das experiências dos pais na área da investigação científica, é tarefa impossível não falar de ciência em casa.

 

Como vê o ensino (formal e não formal) das ciências em Portugal?

O ensino, e em especial na área das ciências devia ser mais experimental, noto que devia haver mais experimentação, logo no 1º ciclo. É essencial que as crianças mexam, toquem e vejam as coisas. Desta forma a aprendizagem é quase intuitiva. Na área das ciências isto é fundamental. Costumo dar um exemplo, mesmo que não esteja relacionado com a experimentação propriamente dita mas que tem a ver com a matemática. Penso que todos ganharíamos muito se a matemática fosse acompanhada de perto por problemas concretos e não fosse ensinada de uma forma tão abstracta.

 

Em que áreas científicas prevê que Portugal possa ter um maior desenvolvimento e uma maior contribuição para a melhoria do conhecimento científico mundial?

Na área da nanotecnologia, materiais avançados e biotecnologia. Temos conhecimento e criatividade suficientes para alavancar o desenvolvimento sustentado de Portugal em áreas cruciais, como sejam da sua utilização nas Ciências da Vida, Tecnologias da Informação e Comunicação e na área da Energia, entre outras.

 

Como acha que podem ser estimuladas, nas crianças, as qualidades inerentes a um bom cientista?

Começar logo desde muito pequenino, com um ensino que englobe a realização de experiências práticas didáticas, que por serem por si muito simples e aparentemente óbvias, são o melhor passaporte para não mais serem esquecidas e permitirem um forte enraizamento do conhecimento científico. 

 

Mais sobre a cientista:

Elvira Fortunato é licenciada em Física e Engenharia de Materiais pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, pós-graduada em Materiais Semi-Condutores, pela Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa e doutorada em Engenharia de Materiais (Microelectrónicos e Optoelectrónicos) também pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

 

Presentemente é Professora no departamento de Ciência de Materiais da Universidade Nova de Lisboa e diretora do Centro de Investigação em Materiais (CENIMAT).

 

É uma das líderes europeias nos estudos de electrónicos transparentes, co-inventora do conceito de papel electrónico (Paper-e®).

 

Em 2008 recebeu uma Advanced Grant do European Research Council (ERC) com o projeto “Invisible”.

 

Publicou mais de 400 artigos científicos e é editora em várias revistas internacionais.

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