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 Rumamos ao Alentejo interior e, ao entardecer, fizemos um piquenique na barragem de Odivelas. O final de tarde estava irrepreensível...Ótima temperatura, silêncio total, cheiro a flores e a ervas aromáticas. 

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Depois de muita brincadeira, no silêncio do crepúsculo, ouvimos um metálico "kreek"!... Era uma garça vermelha (Ardea purpurea).De tamanho ligeiramente menor que uma garça-real, a garça-vermelha identifica-se com alguma facilidade pela plumagem de tons gerais cinzento variando de mais escuros até rosados e pela característica mancha de tons púrpura que possui debaixo da asa e que se vê bem em voo. É difícil avistar estas aves no nosso país pois, actualmente, a sua população encontra-se a diminuir e por isso tem estatuto de conservação "em perigo". Foi um momento raro...

garça.jpgGarça vermelha (Ardea purpurea)

 

Já de volta à estrada fomos surpreendidos, por uma plantação de papoila dormideiras, (Papaver somniferum) a ocupar vários hectares dos campos do Alentejo. Soubemos, mais tarde,  que são usadas para fins devidamente autorizados e legais: extração de alcalóides opiáceos utilizados para o controlo da dor, através da produção de morfina. De surpresa em surpresa...

Papaver somniferum, papoila dormideira

Perto de Viana do Alentejo começamos a avistar indicações a dizer Pedreira dos sons. Seguimos as setas e fomos até à pedreira de mármores desta vila. E foi esta a maior das surpresas...Estava a decorrer um concerto nesta pedreira desativada que é,agora, uma sala de concertos ao ar livre, num cenário de rara beleza. A iniciativa Pedreira dos sons é  promovida pelo Município de Viana do Alentejo e pela Escola de Artes da Universidade de Évora, em colaboração com o maestro Christopher Bochmann. Durante três dias por ali passa a música clássica e o teatro (até para crianças).É imperdível...

 

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Os mármores desta pedreira são conhecidos como Mármores Verdes de Viana.Os mármores são rochas metamórficas, ou seja, formam-se a partir de outras pré-existentes devido a transformações que se dão por aumento de pressão ou de temperatura. Estes mármores tiveram origem em calcários que se formaram em ambientes marinhos calmos (sim, Viana do Alentejo também já foi um fundo de mar!...). Nestes fundos marinhos ocorria muito vulcanismo expondo os calcários a temperaturas muito elevadas. Adicionalmente, devido a movimentos tectónicos, estes calcários foram sujeitos a pressões elevadas transformado-se em rochas metamórficas (mármores) devido às novas condições de pressão e temperatura.

 

 

pirilampos.jpg

Para tornar o momento ainda mais mágico, avistámos, no céu, alguns pirilampos. Pela primeira vez os pequenotes viram o que é a bioluminescência. Este fenómeno resulta de uma transformação de energia química em energia luminosa. Trata-se da ação de uma enzima, a luciferase, sobre um substrato, a luciferina. Ambas reagem entre si,libertando luz. A função biológica da bioluminescência é variável e ainda incompletamente conhecida. Em pirilampos é importante na sinalização entre animais de sexo diferente. As fêmeas escolhem os seus parceiros sexuais através de uma sequência de luz intermitente e emite o mesmo sequencial quando detecta o macho “ideal”. 

Para ver mais sobre a Pedreira dos Sons é aqui

 

 

 

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