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A Ilha do Pessegueiro é um robusto rochedo de arenito.O arenito (rocha sedimentar) de que é feita, terá sido, há cerca de quarenta mil anos, areia solta que fazia parte de um vasto campo dunar muito semelhante ao que se avista, atualmente, nesta praia.

 

IMG_20150822_154636.jpgFacilmente concluímos que o mar não podia fustigar o local onde ocorria a transformação de areias soltas em arenito consolidado. De facto, há uns milhares de anos, a Ilha do Pessegueiro era um campo de areias soltas afastado do mar (que devido a um período glacial se encontrava a um nível bastante inferior, até 10 km da costa atual). 

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 Os fenómenos geológicos que ocorrem na Terra têm tendência a repetir-se. As dunas que avistamos hoje têm forte probabilidade de se transformarem em arenito. O tempo ajudará à cimentação natural que resultará da dissolução de minúsculos fragmentos de conchas que se encontram entre os grãos de areia. Esse carbonato de cálcio dissolvido pelas águas e mais além precipitado servirá como cimento agregador dos grãos de areia, levando à transformação de um campo de areias soltas numa rocha resistente.

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Quando estamos de férias e o sol teima em esconder-se permitindo que as nuvens se atrevam a aspergir-nos com a sua chuva, temos que procurar alternativas à praia.

No sudoeste alentejano não é difícil encontrar...Fomos até ao Cabo Sardão.

Neste ponto da costa as arribas elevam-se dezenas de metros confrontando-nos com a nossa pequenez.

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As rochas que aqui avistamos formaram-se há mais de 300 milhões de anos, no fundo de um mar que recebia vários sedimentos (principalmente argilas e areias)

Esses sedimentos transformaram-se nas rochas (grauvaques e xistos) que hoje pisamos quando visitamos o Cabo Sardão.

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Muita coisa mudou na história destas rochas...Uma delas foi o facto de os sedimentos que deram origem às rochas terem sido depositados em camadas horizontais e hoje avistarmos essas camadas numa posição quase vertical (como a mão da pequenota). Este é um dos factos mais interessantes que aqui podemos aprender: as rochas que constituem as arribas do sudoeste alentejano foram alvo das forças compressivas, associadas ao movimento das placas tectónicas.

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Estamos certos de que também o farol do Cabo Sardão tem muitas histórias para nos contar (completou este ano 100 anos) porém estava fechado. Ficamos a saber que abre todas as quartas-feiras e que o podemos visitar gratuitamente e sem marcação.

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No final de junho fomos ao Festival de Mastros de S. Teotónio e adoramos!

A vila enfeita-se de flores de papel e criatividade, envolvendo os seus habitantes numa grande receção, conjunta, aos visitantes desta localidade.

 

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Uma das nossas ruas favoritas foi aquela cujo tema era O Circo. Os pequenos, ao verem pipocas gigantes, quiseram saber como são feitas. Aproveitei e expliquei como são feitas as pipocas que comemos.

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A transformação de milho é pipoca é uma reação química. Ao aquecer  os grãos de milho, a água que existe no seu interior começa a evaporar. O aquecimento também produz alterações na estrutura da casca do grão de milho, o pericarpo, fazendo com que o vapor de água não consiga atravessá-lo. Como consequência, o vapor de água, superaquecido, fica retido, sob pressão, no interior do grão de milho. Resultado? O vapor de água acaba por transformar o amido presente na camada interna do grão num gel.

Quando a pressão aumenta acima de um determinado limite, a pipoca estoura, por causa da rutura da casca do milho. Neste processo, o vapor de água superaquecido e o amido em forma de gel expandem-se formando um sólido branco, macio, de consistência esponjosa, que comemos: a pipoca!

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Outra das ruas que nos fascinou foi A Floresta Mágica. Adoramos cogumelos e, aqui, encontrámos uma réplica dos cogumelos mais bonitos que existem, os Amanitas muscaria, conhecido por agário das moscas. Apesar da sua beleza este cogumelo tem um elevado grau de toxicidade devido, principalmente, a um dos seus componentes, o muscimol.

Aparecem, com frequência, na base de pinheiros e eucaliptos pois estabelecem, com estas árvores, uma relação de simbiose (relação em que ambas as espécies envolvidas beneficiam). Formam, com as raízes das árvores, umas estruturas que se chamam micorrizas, que facilita a troca de nutrientes:: a planta superior fornece ao fungo principalmente hidratos de carbono (em geral, sob a forma de sacarose), enquanto o fungo fornece à planta principalmente água e compostos nitrogenados ou fosfatados, além de outros nutrientes essenciais como cálcio e potássio.

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 Foi difícil eleger a nossa rua preferida mas, a pequenota, como vai este ano para o 1º Ciclo adorou a rua A Escola Primária. Gostou especialmente de um lápis gigante que queria trazer para casa... Distrai-a dizendo-lhe que o lápis escreve pois é feito de grafite.A grafite é um mineral que, tal como o carvão e o diamante, é constituído apenas por átomos de carbono (C). Todos estes minerais têm origem semelhante: formaram-se a partir de restos de vegetais que, depois de soterrados, ficaram sujeitos a alta pressão e  temperatura durante milhões de anos.

Embora formados pela mesma substância química, estas três espécies minerais assumem, ao cristalizar em condições físico-químicas específicas, formas cristalinas muito diversas, com graus de simetria diferentes e características distintas.

Apresentação s teot.jpgContinuamos pelas ruas a apreciar os pormenores, feitos com muito empenho pela população de S. Teotónio e carregados de boas vindas .

IMG_20150630_194255.jpg É uma festa imperdível no verão do sudoeste alentejano... No mês em que se comemora os Santos Populares "S. Teotónio nã drome" (é este o mote da vila). A festa é bienal portanto, se a quiserem visitar, terão que esperar até 2017...

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 Rumamos ao Alentejo interior e, ao entardecer, fizemos um piquenique na barragem de Odivelas. O final de tarde estava irrepreensível...Ótima temperatura, silêncio total, cheiro a flores e a ervas aromáticas. 

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Depois de muita brincadeira, no silêncio do crepúsculo, ouvimos um metálico "kreek"!... Era uma garça vermelha (Ardea purpurea).De tamanho ligeiramente menor que uma garça-real, a garça-vermelha identifica-se com alguma facilidade pela plumagem de tons gerais cinzento variando de mais escuros até rosados e pela característica mancha de tons púrpura que possui debaixo da asa e que se vê bem em voo. É difícil avistar estas aves no nosso país pois, actualmente, a sua população encontra-se a diminuir e por isso tem estatuto de conservação "em perigo". Foi um momento raro...

garça.jpgGarça vermelha (Ardea purpurea)

 

Já de volta à estrada fomos surpreendidos, por uma plantação de papoila dormideiras, (Papaver somniferum) a ocupar vários hectares dos campos do Alentejo. Soubemos, mais tarde,  que são usadas para fins devidamente autorizados e legais: extração de alcalóides opiáceos utilizados para o controlo da dor, através da produção de morfina. De surpresa em surpresa...

Papaver somniferum, papoila dormideira

Perto de Viana do Alentejo começamos a avistar indicações a dizer Pedreira dos sons. Seguimos as setas e fomos até à pedreira de mármores desta vila. E foi esta a maior das surpresas...Estava a decorrer um concerto nesta pedreira desativada que é,agora, uma sala de concertos ao ar livre, num cenário de rara beleza. A iniciativa Pedreira dos sons é  promovida pelo Município de Viana do Alentejo e pela Escola de Artes da Universidade de Évora, em colaboração com o maestro Christopher Bochmann. Durante três dias por ali passa a música clássica e o teatro (até para crianças).É imperdível...

 

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Os mármores desta pedreira são conhecidos como Mármores Verdes de Viana.Os mármores são rochas metamórficas, ou seja, formam-se a partir de outras pré-existentes devido a transformações que se dão por aumento de pressão ou de temperatura. Estes mármores tiveram origem em calcários que se formaram em ambientes marinhos calmos (sim, Viana do Alentejo também já foi um fundo de mar!...). Nestes fundos marinhos ocorria muito vulcanismo expondo os calcários a temperaturas muito elevadas. Adicionalmente, devido a movimentos tectónicos, estes calcários foram sujeitos a pressões elevadas transformado-se em rochas metamórficas (mármores) devido às novas condições de pressão e temperatura.

 

 

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Para tornar o momento ainda mais mágico, avistámos, no céu, alguns pirilampos. Pela primeira vez os pequenotes viram o que é a bioluminescência. Este fenómeno resulta de uma transformação de energia química em energia luminosa. Trata-se da ação de uma enzima, a luciferase, sobre um substrato, a luciferina. Ambas reagem entre si,libertando luz. A função biológica da bioluminescência é variável e ainda incompletamente conhecida. Em pirilampos é importante na sinalização entre animais de sexo diferente. As fêmeas escolhem os seus parceiros sexuais através de uma sequência de luz intermitente e emite o mesmo sequencial quando detecta o macho “ideal”. 

Para ver mais sobre a Pedreira dos Sons é aqui

 

 

 

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No passado fim-de-semana visitamos o Festival Islâmico de Mértola.Durante quatro dias a vila volta a transformar-se em Martulah, nome do município nos séculos XI e XII, quando era capital de um reino islâmico e importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.IMG_20150524_140753.jpg

Entramos no souk (mercado tradicional) e fomos imediatamente envolvidos pela mistura do chá de menta, do incenso e das especiarias com os acordes dos alaúdes e os batuques das darbukas.

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Ficamos rodeados pela arte islâmica. O Islamismo não permite o uso de figuras humanas em manifestações artísticas, facto que fez com que os árabes desenvolvessem a arte abstrata das figuras simétricas. Eles desenvolveram toda a técnica nessa área sem saber que usavam conceitos matemáticos avançados em relação à pavimentação do plano.

A propriedade essencial destes ornamentos é a existência de uma translação “minimal”, numa única direção, que desloca tal figura “indefinidamente” ao longo de uma faixa. Além destas translações outras simetrias aparecem nas repetições do motivo.IMG_20150524_152148.jpgEm passeio por esta maravilhosa vila encontrámos, no castelo, uma mostra de jogos de tabuleiro de origem árabe. Os pequenotes quiseram logo experimentar o jogo do galo (que já fazia parte das atividades lúdicas das pessoas de origem árabe que habitaram o nosso país entre os séc VIII e XII). Trata-se de réplicas de jogos encontrados em escavações arqueológicas. São desenhados sobre xistos, uma das rochas mais abundantes desta zona. Os xistos são rochas metamórficas que se formam em condições de altas temperaturas e grande pressão (em zonas profundas da crosta terrestre). Estes xistos fazem parte da Formação de Mértola, uma formação geológica que (pasme-se) prova que esta região já foi o fundo de um mar...

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 Não pudemos deixar de nos refrescar, bebendo uma limonada com hortelã, no meio do calor do Alentejo...

O mentol, que está presente em plantas do género Mentha, tem a capacidade de estimular os chamados “nervos do frio” (Corpúsculos de Krause). Os nervos do frio são geralmente ativados pela queda de temperatura (frio), que sentimos através da pele. Mas neste caso, nosso paladar é que se responsabiliza por tudo. Como possuímos inúmeros corpúsculos de Krause na nossa mucosa bucal, assim que o mentol entra em contacto com essas teminações nervosas  é enviada uma mensagem para o cérebro que responde com uma sensação refrescante. Esta sensação temo-la em contacto com alimentos com sabor a menta, elixires bucais ou pastas dentífrica que contêm mentol.

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O Festival Islâmico de Mértola tem uma periodicidade bienal e traz a esta pequena vila milhares de visitantes. Recomendamos (vivamente), às famílias que queiram levar as suas crianças a esta iniciativa, que visitem a zona do souk durante a manhã. Foi o que fizemos e tivemos uma visita maravilhosa...À tarde as ruas estavam cheias de gente e criam-se condições que não favorecem os passeios com crianças.

Descemos até ao Guadiana e afastamo-nos da confusão...Mértola tem muito para nos ensinar!

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  Para ver mais  https://www.youtube.com/watch?v=oKEwGbu10qk

 

 

 

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INVADIDOS!!

26.05.15

Nestes tempos amenos, entre a primavera e o verão, passear no Alentejo Litoral é magnífico...

O cheiro maravilhoso emanado pelas plantas das dunas mistura-se com o aroma do peixe grelhado criando a sensação de que vivemos no paraíso.

 

No entanto, nem tudo o que se avista é tão inocente como nos pode parecer...

 

O litoral está invadido por plantas que não são do nosso país e que competem com as nossas eliminando-as e instalando-se no seu espaço.São chamadas plantas invasoras.

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 Erva gorda, Arctotheca calendula

IMG_20150412_180844.jpg Erva gorda, Arctotheca calendula 

 

Muitas destas invasoras terão sido introduzidas no nosso país por motivos válidos, todavia os problemas ambientais consequentes desses atos são bastante danosos e de reversibilidade onerosa e lenta.

Os chorões e as azedas foram trazidos da África do Sul para ajudar a fixação das dunas e para fins ornamentais, respetivamente.

ff.jpg Chorão, Carpobrotus endulis

Oxalys-pes-caprae-1-834x399.jpgAzedas, Oxalis pes-caprae

 

As canas são oriundas da Ásia e chegaram ao nosso país com o objetivo de serem usadas na construção de sebes para delimitação de terrenos agrícolas. As acácias foram trazidas da Austrália e têm invadido grande parte do nosso território.

 

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 Canas,Arundo donax

 

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 Acácia, Acacia sp.

 

 NDecreto-Lei nº 565/99, de 21 de dezembro são listadas as espécies exóticas introduzidas em Portugal, destacando-se as que são consideradas invasoras. Este diploma proíbe a introdução de novas espécies e ainda a detenção, a criação, o cultivo e a comercialização das que são consideradas invasoras e de risco ecológico.

 

Para conhecer mais plantas invasoras do nosso país veja aqui.

 

 

 

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Existem lugares mágicos cuja atmosfera não consegue ser explicada pela Ciência... Um desses lugares é o Pego das Pias. Fica situado perto de Odemira, na Ribeira do Torgal (um dos afluentes do Rio Mira).

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 Gostamos de ir até lá fazer piqueniques, mergulhar nas águas da ribeira e descobrir " mistérios da Natureza"...

1º foto.jpg Desta vez fomos procurar um dos peixes mais raros do Mundo!... Chama-se escalo do Mira (Squalius torgalensis) e só existe nas águas da Ribeira do Torgal. Esta espécie é um endemismo lusitano, ou seja só existe em Portugal e, no nosso país, só se encontra na Ribeira do Torgal...É raro como uma jóia!

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escalo.jpg Escalo do Mira (Squalius torgalensis)

 

Não conseguimos encontrar nenhum escalo do Mira mas observámos os frutos das árvores que embelezam esta ribeira: os amieiros e os freixos. Os pequenotes adoraram as suas formas tão peculiares.

amieirofruto.jpgAmieiro (Alnus glutinosa)

 

Fraxinus-excelsior.jpg Freixo (Fraxinus excelsior)

 

Existe, nesta zona, um projeto tutelado pela Quercus, o projeto ECOTONE que pode consultar aqui. O objectivo deste projeto é conceber, implementar e avaliar metodologias de gestão activa do habitat prioritário Florestas aluviais de amieiros e freixos para incrementar populações de libélulas (Oxygastra curtisii, Gomphus grasliniiMacromia splendens) e melhorar o estado de conservação das populações de bivalves ameaçadas (Margaritifera margaritifera e Unio tumidiformis).

Durante a nossa investigação conseguimos encontrar algumas libélulas Oxygastra curtisii

libellula20090715.jpg_200972023511_libellula200907 Oxygastra curtisii

 

Conseguimos também avistar alguns juvenis de mexilhão do rio Margaritifera margaritifera.

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  Mexilhão do rio (Margaritifera margaritifera)

 

Toda a família  ADOROU esta investigação! Recomendamos vivamente o local. In love pelo Pego das Pias!

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A Rota Vicentina é uma grande rota pedestre no Sw de Portugal. Formada pelo Caminho Histórico e pelo Trilho dos Pescadores, totaliza 350 km para andar a pé,  entre a cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de S. Vicente, o ponto mais a sudoeste da Europa.

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 Como temos o privilégio de viver num dos territórios, do sudoeste português, atravessado pela rota, às vezes, fazemos mini-rotas na Rota ( que têm que ser diretamente proporcionais ao tamanho das pernas dos pequenotes)...

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Já percorremos um bocadinho do Trilho dos Pescadores, sempre junto ao mar, seguindo os caminhos usados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros. Trata-se de um single track percorrível apenas a pé, ao longo das falésias, com muita areia e por isso mais exigente do ponto de vista físico. Um desafio ao contacto permanente com o vento do mar, à rudeza da paisagem costeira e à presença de uma natureza selvagem e persistente...

 

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 Também já andamos e "piquenicamos" no Caminho Histórico que percorre as principais vilas e aldeias num itinerário rural com vários séculos de história. Constituído maioritariamente por caminhos rurais, trata-se de uma clássica Grande Rota (GR), totalmente percorrível a pé e de BTT, com troços de montado, serra, vales, rios e ribeiras, numa viagem pelo tempo, pela cultura local e pelos trilhos da natureza.

Diapositivo6.JPG Um dos nosos locais favoritos do Caminho Histórico é o Pego das Pias, na Ribeira do Torgal.

Diapositivo2.JPGA Rota Vicentina está integralmente sinalizada, com recurso a um código de sinalética próprio para caminhantes, intuitivo e bem visível, para que todos, independentemente do seu grau de familiaridade com o pedestrianismo, possam fazer o percurso em total autonomia e segurança.

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 Para mais informações consultar: http://www.rotavicentina.com/

 

 

 

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Nos fins-de-semana de inverno, apesar do frio, adoramos sair sempre que o sol espreita...Desta vez fomos até à Anta do Zambujeiro.

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A Anta Grande do Zambujeiro situa-se a cerca de 500 metros de Valverde, perto da Herdade da Mitra, em Évora.

 
Este monumento megalítico, composto por grandes blocos de granito, foi classificado como Monumento Nacional e constitui uma das maiores Antas da Europa, sendo mesmo a maior que se tem conhecimento em toda a Península Ibérica. 


Seria utilizada pelas comunidades do Período Neolítico como local de enterramento e homenagem aos seus mortos, servindo provavelmente também de Santuário. 

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Depois de um delicioso piquenique os pequenotes começaram a procurar "mistérios da Natureza"...

Descobriram que os granitos estavam cobertos por umas "plantinhas"...

- Não são plantinhas, esclareceu a mãe. São LÍQUENES!

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Os líquenes parecem plantas mas não são. São organismos que resultam de uma simbiose (relação de interdependência) entre um fungo e uma alga. São dois em um: a alga assegura a alimentação pois consegue realizar a fotossíntese; o fungo capta a água e os sais minerais e serve de suporte e proteção à alga.

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 Normalmente os líquenes são organismos pioneiros, ou seja, são os primeiros seres vivos a ocupar áreas sem organismos vivos. Podem viver em locais como telhados, superfícies de rochas, muros, nos troncos de árvores, etc.

 

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Os musgos são plantas mas não possuem vasos condutores de seiva. São consideradas como intermediários entre as algas verdes e as plantas vasculares. Foram as primeiras plantas adaptadas à vida terrestre.

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 Os musgos são plantas, mas não têm flores, sementes ou raízes. Têm pequenas estruturas que fixam a planta e absorvem água e sais minerais, os rizóides. Têm também filóides que são estruturas capazes de fazer fotossíntese e os caulóides, que as suportam.

 

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 Fomos "investigar" a Feira do Chocolate de Grândola e descobrimos muitas coisas novas...

 

Diapositivo4.JPGO cacaueiro (Theobroma cacao) é uma planta originária da floresta tropical húmida da América do Sul. No entanto, atualmente, as maiores produções de cacau encontram-se em solo africano.

A sua árvore chega a medir cerca de 4 a 12 metros de altura. O fruto é constituído por uma cápsula que contem cerca de 25 sementes.

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 Foi com muito agrado (para os miúdos e para os graúdos) que encontrámos o Centro de Ciência Viva do Lousal,muito bem representado pelos seus sempre sábios, simpáticos e originais colaboradores. Foram eles que nos ensinaram a Química do chocolate...

 

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O chocolate é uma mistura de massa de cacau com açúcar refinado, manteiga de cacau, aromatizantes e emulsificantes.

A primeira coisa que notamos, quando abrimos uma barra de chocolate, é o delicioso aroma. A Química explica: ele é formado por mais de 200 tipos de compostos voláteis produzidos enquanto as sementes do cacau são fermentadas e torradas.

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Um dos primeiros componentes estudados do cacau foi a teobromina. Esta palavra vem do grego e significa “alimento dos deuses”. A teobromina é um alcaloide que possui propriedades diuréticas e vasodilatadoras, sendo ainda um estimulante cardíaco.

 

 Outras moléculas importantes do chocolate são a cafeína e a feniletilamina. A cafeína atua como estimulante. A feniletilamina é conhecida (sem provas conclusivas ainda) como um melhorador do humor e como anti-depressivo.

 

 Há até uma interpretação artística da estrutura molecular de teobromina. A molécula de chocolate, da Chocolatier Pierre Marcolini  com sede em Bruxelas, criado pelo designer belga Meylaerts Dirk.

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 Entre a Biologia e a Química do cacau também tivemos tempo para nos divertirmos com as brincadeiras que a Feira do Chocolate de Grândola disponibilizou para as crianças.

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 Aprendemos também que a ingestão de chocolate liberta endorfinas no cérebro, o que provoca bem estar...Não sabemos se foi por isso mas os Pais ficaram muuuiito felizes quando se reencontraram com as bombocas da sua infância.

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